terça-feira, 30 de novembro de 2010
Making Off
Foto: Cleyton, câmara; Claudiane, atriz; Gilberto, direção de fotografia
Uma foto do making off do filme " Acordo Tempo", meu primeiro roteiro. Exercício da equipe da turma cinco na Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André. Em breve colocarei o link do filme. FIcarei muito feliz com os comentários.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Passos
Sou as cinzas de ave no princípio da loucura
palmas e crânio de Halls
cúbito no amor do abismo
Cronópio da aurora
velocidade no bico da estrela.
Van Gogh a contar outro do avesso
filhos dos estados desunidos
ornitorrinco de olho em Boa Viagem
musselina na avenida de Cortázar
palavras no útero da Manhã.
Sou húmero na boca do rottweiler e policial do inferno
embreagem nas rugas da esquina
animal cravado nas labaredas em Kalshure
Ninfa do Bacteriófago.
Sou a rótula na partícula da favela
tomada de azul petróleo
formiga da alegria pelos oximoros
sátira do Trovão de safira.
Sou a febre de constelação no interruptor do quarto
sandálias mágicas e Guinsburg no Aquário
a couve rasgada nas mãos
rede com dentes nos pés
rim, babosa e Helder
peixe no cabide da existência.
Poema na alma: Willer, Piva e Paulo
fadas de Fabrício no frigorífico
Ariane, Lilian e Cibele na saliva
Klee, Péret , Drumond, Pessoa
rádio, omeletes e camarotes na contramão.
Flor-de-lis na omoplata crua
sou o sal e estremeço no século
tâmaras, bromélias e rubis no estômago
o Sopro no Ar.
Lucila Maia
12 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
X
No espaço onde as fábulas serpenteiam. Miríades cromáticas em choque. A cabeça corre com os faróis abertos enquanto em pé devoro os átomos no meu peito. Mergulho na alface e agarro com os olhos a rosa nonada. Com as unhas encravadas no nanomundo em cruzes apago o chorão grafitado na fumaça da chuva e vejo na ampulheta o pó do cachorro em caracol. Nas ondas da loucura esculpida com grãos do mistério empurro a carroça do vento no asfalto da miséria retorcida. Ando nas esquinas enlatadas com cimentos levantados nos galhos dos ladrilhos da infância. Brinco com meus sorrisos em hélice. Respiro dourado com Van Gogh. Molécula verde limão dança com Matisse ao lado do micróbio enfurecido, que sonha com os sapatos pendurados nos fios onde os sapos conversam por telefones com os cílios das pipas debruçadas no vulcão do gigante.
Lucila Maia
29 de junho de 2009 (revisado hoje)
sábado, 26 de junho de 2010
Para não esquecer
Enquanto no orvalho das civilizações
o pulsar do fogo arrebenta o segredo das fronteiras
e o fio perpassa o buraco negro da agulha
na poeira dos séculos
nas gotas da memória
no orgasmo das estrelas
nas hastes de nuvens,
óvulos de choque sem fim,
um sangrento feixe de luz
no limite do entendimento
escala torres de sóis no coração escuro,
no pouso do universo em peripécia
onde diamantes tocam meu violino
e nas flechas dos quasares em pausa
arde o oceano mágico da alma.
Lucila Maia
24 de julho de 2009
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Faculdade
Imagem do Parque Ibirapuera, pesquisa no google maps
Fazer a faculdade de novo está sendo uma experiência ótima. Para o curso de dança circular, movimento e voz em relação com o meio ambiente, a professora Estela e a Suely pediram para fazer um memorial sobre as aulas. Isso deu pano pra manga e estou fazendo um memorial da minha vida e da Associação Constelação. Gostei muito do trabalho e coloco algumas fotos aqui para voces verem. Ah! E o efeito dessas aulas estão se multiplicando, pois ensino as crianças e as minhas aulas estão ficando mais divertidas.
Imagem de um trabalho que fiz em 1994
Fazer a faculdade de novo está sendo uma experiência ótima. Para o curso de dança circular, movimento e voz em relação com o meio ambiente, a professora Estela e a Suely pediram para fazer um memorial sobre as aulas. Isso deu pano pra manga e estou fazendo um memorial da minha vida e da Associação Constelação. Gostei muito do trabalho e coloco algumas fotos aqui para voces verem. Ah! E o efeito dessas aulas estão se multiplicando, pois ensino as crianças e as minhas aulas estão ficando mais divertidas.
Imagem de um trabalho que fiz em 1994
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Amálgama
Luz de mercúrio
prolifera nas pedras
e em massa manobra
raízes
onde as vidraças de sangue
sugam entre as chamas
a fragata transformada em pó,
de pupilas coladas em lavas
enquanto Ouroboros desvela
o labirinto dos ossos de prata
o ouriço do amanhecer rasga
a nau,
fruto do futuro
toca no tomate
com a esmeralda que acende.
Lucila Maia
1 de agosto de 2009 revisado em 10 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Uma idéia bacana
A arte da vida pode estar nas coisas mais simples. Quando a Georgia e a Lis comentaram que eu fui a vítima da quinta, fiquei curiosa. E tive a surpresa, o Eduardo com muita criatividade e simplicidade proporciona uma diversão geral, além de instigar o nosso espírito de pesquisa.Vale conferir, entra lá e veja só o que ele fez comigo, rsrs. http://vtmadaquinta.blogspot.com/
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Retomada
Pode até parecer que estou tomando todas, não sei. Então coloquei como título retomada, pois estou a milhões de volts por hora. Na faculdade o professor Agnus, propôs desenvolver um trabalho sobre diversidade cultural, foi o motivo para retomar minhas pinturas e me embriagar. Assim, encontrei alguns desenhos antigos, que depois foram se transformando. São 12 telas de 30cm x 30 cm, que compõe um mural para o espectador montar conforme o seu desejo. Durante esse processo, criação das formas, descoberta e construção das cores, o poeta Fabrício enviou algumas imagens que tem forte conexão com as pinturas. Vou deixar que ele mesmo escreva suas imagens poéticas nos comentários.
domingo, 10 de janeiro de 2010
A certeza foge do mundo, à noite
A certeza foge do mundo, à noite.
Rúculas das travessas andam em teias leves
Pelas tomadas – animais chamariam.
Elétricos cavalos marinhos saltitam sacrifícios das aranhas de mel.
Duvida o parafuso alucinado, o dia.
Acima a garganta da noite, abaixo o abismo.
Toneladas de humanos na rede a dez centímetros da existência sem teto.
À noite, foge a certeza e saltita sobre rúculas em parafuso no abismo.
O dia, animal tomado em teias leves engolfam elétricos cavalos marinhos.
Alucinada a garganta da aranha de mel duvida.
Gritando alto pelos sacrifícios adentro. Ao teto. Ao mar.
Em risonho sonho ridente, a invisível ponte serpenteia rios eletrônicos.
Placa mãe, devagar, chama as teias leves dos cavalos na rede, mar de toneladas humanas, a dez centímetros pelos satélites como a voz surda da chuva dos dedos esmaltados. Enquanto, rasgando as nervuras, o parafuso e as vigas da cabeça chamuscavam faíscas abaixo.
Em toneladas de pontes a garganta corre pelo mundo em sonho, rimando o grito com afeto.
E as aranhas junto com os cavalos marinhos de mel tecem a noite em dia, sacrificam seus minúsculos corpos a dez centímetros do avesso, berra a certeza da chuva nos dedos.O mundo suga as rúculas elétricas atravessadas, enquanto a mãe emana o afeto ridente e o animal toma dos humanos o invisível da existência em parafuso risonho. E as eletrônicas cabeças esmaltadas saltitam os dias surdos do mundo cantado abaixo.
Os sacrifícios rimam com as serpentes em eco
Os dedos rimam com a voz das vigas da cabeça como a mãe muda deitada no mundo
Por dentro, à noite, foge com galáxias em cavalos marinhos. Por fora, o dia sussurra elétricos minotauros afogados.
E na cola do marisco a nervura de humanos gruda na imortalidade da água-viva, saltitando em parafusos para o abismo. Enquanto a certeza atravessa a chuva leve da existência, risco pelo mundo e sonho o afeto dos minúsculos corpos emanados da cabeça. O eco do minotauro senta-se nas galáxias saltitantes em bolhas centímetros acima. O supervestido, quetina, um material construtivo na carapaça, cola as galáxias elétricas e chama as vigas da cabeça cantando. E a água-viva mansa engolfa as teias da existência sacrificada. Ao céu. A Terra.
E a carapaça das toneladas de humanos, devagar, afeta o sonho do cavalo marinho, toma a aranha com mel e ferve os mariscos em bolhas abaixo de água-viva. Material quetina invencível tecido pelos dedos chamuscados, adentro.
E sobre o teto em satélites de aranhas, o minotauro tece a teia invisível a dez centímetros da Dúvida e da Certeza. Alucinada sonha o riso lunar, por mar foge com deuses, cavaleiros e dedos andantes debruçados em eco. Semeia signos em faces de diamantes cantando à luz da manhã. E a voz da certeza suave em toneladas de bilhões de olhos da imortalidade não duvida do verso presente. Eletrônicos lábios que têm pares e ímpares de cavalos mariscos em mar branco de veias abertas.
Raios de olhares, lado a lado no pulso das sentenças desenham a existência lançada nas lembranças e nas rúculas do esquecimento. Onde a certeza volta ao mundo e a dúvida inunda o dia à noite.
E na rede, em toneladas de poemas sangrando, as estrelas ridentes soam por dentro, por fora.
Lucila Maia
17 de junho de 2009
sábado, 2 de janeiro de 2010
Aguadas enxutas
Aguadas enxutas
correm num click
os dreads diacríticos.
tudo afunda com nanquim
assinala cachos de células às avessas
Nada Afrodite em caracol
onde borboletas de ferro
patinam petrificadas
Enquanto devora a beleza no ombro da fera
névoas de esgoto contornam a carne contra o osso.
A cabeça no meio da chama, a borboleta na cidade, lança pérolas na rua.
E o prazer palpitante em linha sapateia
tentáculos que tomam séculos
da atmosfera em preto e branco.
Lucila Maia
10 de janeiro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Para ilustrar
A minha alegria, inseri esse desenho com lápis grafite e de cor. Hoje recebi a notícia que fui selecionada para um curso de Especialização em Ecologia, Arte e Sustentabilidade na Universidade do Ibirapuera, a UMAPAZ. Disseram que passei com alta pontuação devido ao projeto enviado. Como sou insatisfeita por natureza e sempre quero mais de mim, pretendo com esse projeto melhorar o meu bairro e encontrar uma forma para que as pessoas não joguem lixo na rua, transformando esses resíduos em Arte. Acredito que durante o desenvolvimento novas idéias poderão surgir. Se você quiser saber mais, escreva, ok
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Dilatação Andarilha
Antes do tempo de ponta cabeça saber de sua obrigação
Antes do óbvio obscuro
Antes das folhas costurarem uma outra árvore
Antes de hóspede do leopardo
Antes de descobrir o corpo
Antes do roxo das flores e seu fósforo
Antes da próxima doença abençoar o mistério e a miséria
Antes da gravura da neve como um estrondo
Antes de ser servo do vento
Antes da ferida de braços abertos
Antes do suor da inspiração subverter
Antes
Rouco como o silêncio
Estive aqui
Poema de Paulo Sposati
domingo, 13 de dezembro de 2009
O encontro
Esse vulto é o Carry, vestido de papai noel, é um cachorrinho muito educado, mas morre de ciúmes e pulou para cima do ursinho de pelúcia que o Andrew ganhou da Andréia, foi muito engraçado. A foto foi tirada pelo Denner.
Máxima
O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu. Michelangelo Buonarroti
E para quem gosta de frases significativas veja esse site - farmácia de pensamentos.
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